Vida de Foca

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Acabou...

O tempo voou. Hoje já não preciso mais caminhar até o jornal para trabalhar. Fábio Massalli volta de férias.

Confesso que, apesar das dificuldades com pauta, foi uma experiência boa. Aprendi muito, porque estava disposta a isso. Não tive problemas de relacionamento e a galera do O Diário, em geral, é muito bacana. As companheiras Juliana Fontanela, Carla Guedes e Adriana Franco, com quem vez ou outra eu ia almoçar ou tomar um café; o vizinho de mesa Thiago Alonso, que faz a Vibe, também é um cara legal; os outros vizinhos, Roberto Silva e Dayse Hess, enfim.

Até que achamos pautas bacanas e tem coisa que ainda vai sair, até o final de semana. Agora, sigo fazendo O Diário na Escola, que não é tão legal quanto, mas dá pro gasto. Nesse começo de ano muitos contratos estão sendo fechados ou renovados e a página do programa voltou no último dia 7.

É possível que rolem uns trabalhos como free lancer, mas ainda não fui atrás de nada porque tenho muitos planos para 2007 e preciso começar a colocá-los em prática.

No mais, muita tristeza com aquela história do menino João Hélio, que os jornais, como sempre, estão abordando à exaustão. Fiquei realmente muito tocada. A que ponto chegamos (e não nos demos conta)?

E surpresa com uma estudante da UEM que foi laureada no último assassinato coletivo de bexigas/colação de grau, com uma média de 9,8. Uma das maiores médias do Brasil e do ensino brasileiro. E o mais surpreendente: ela se formou em engenharia química....

domingo, janeiro 21, 2007

Viagem a SP

Acreditem se quiser: eu sou uma foca de sorte. O jornal ganhou uma viagem com tudo pago para São Paulo. Coisas do caderno de turismo, que fica na editoria D+. Com um repórter e um editor indispensáveis, sobrou para mim e, apesar de meu pré-conceito com a capital paulista, é claro que eu não ia perder uma dessas.

Passagem de ida em ônibus leito (da Garcia). Eu e o fotógrafo Henri Jr. Chegamos na rodoviária e ficamos perdidos. Não percebemos ninguém que estivesse esperando por um desconhecido, então resolvemos pegar um táxi até o hotel Bristol. Descansamos e na hora do almoço a Paula (da Mapa Comunicação) entrou em contato, preocupada.

Saímos para um city tour com um guia que não sabia muita coisa. Por coincidência, uma das moças da empresa estudou um ano comigo no Cesumar, a Maria Priscila. Pelo jeito, está muito bem no campo profissional.

Visitamos vários lugares bacanas da cidade. Eu não conhecia nada, só tinha estado em Sampa por duas vezes, em ocasiões rápidas. Um dos passeios foi para o Hopi Hari: uma das coisas mais divertidas que já fiz. É um lugar que espero voltar outras vezes, para curtir mais (só passei por quatro brinquedos).

Na volta, rolaram matérias sobre o Museu da Língua Portuguesa (incrível, principalmente uma exposição comemorativa dos 50 anos da obra “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa); do Hopi Hari e da cidade de São Paulo, ambas para a página de turismo. Uma experiência e tanto.

* Ivo Pessoa

Entrevistei o cantor londrinense que participou do Fama 3 da Globo. Falei com ele pelo telefone e, confesso, foi um dos caras mais simpáticos que já entrevistei. A esposa dele, Alessandra, que é quem cuida de tudo, também é super bacana. Uma música dele está na abertura da atual novela das seis, O Profeta. Acho que o cara canta muito e espero que faça ainda muito sucesso.

* Cobrindo férias

Nova experiência. O repórter Fábio Massali tirou férias e cá estou eu cobrindo-o no O Diário. O ruim é o mês, porque não acontece nada. São poucos eventos, mas estou me virando com pautas.

Entre o que consegui encontrar e já fiz, destaco :
1. Edvan de Souza, portador de paralisia cerebral que conseguiu grandes progressos participando de um projeto legal na UEM;
2. Filatelia, ouvindo o Sr. Agerceu Costa, colecionador que já possui mais de 300 mil selos;
3. Convite à Música, com o duo violonista Cecília Siqueira e Fernando Lima (que tocam muito);
4. Cota de tela, para citar alguns dos motivos pelos quais tantos filmes não chegam nas telas de Maringá;
5. As meninas do mangá, que gostam tanto dessa cultura que começaram a fazer seus próprios desenhos. E são muito bons.

Estou aberta à sugestões, críticas e comentários.

sábado, janeiro 20, 2007

De volta

Todo mundo pergunta do blog, mas parece que ninguém lê (ou não comenta). Fiquei sem paciência para atualizações diárias. No fim, é mais um ritual e para estes eu não tenho disciplina.

Ano novo, descanso no Rio de Janeiro... Agora vou tentar retomar este espaço. Ainda fico esperando as sugestões de nomes.

E que 2007 seja um ano de conquistas e de surpresas boas. Em todos os aspectos, mas principalmente no profissional.

Reportagens 2

* Jeferson Nunes

Reportagem com o escritor maringaense que foi contemplado pela Lei de Incentivo à Cultura do município para publicar seu primeiro livro. No dia que saiu a matéria, uma moça ligou pedindo o telefone dele.. disse que tinha se identificado com sua história...
O livro deve sair em breve, com o título “Uma folha seca caiu no meu colo no primeiro dia do ano”. O cara é bom. Pelo menos eu gostei do que li.

* Outro livro

Matéria com o jovem Jorge Murakami, também lançando o livro “Arten Hoff e a sociedade dos alquimistas”. Segundo o autor, o material foi aprovado pela Editora Rocco, mas ele optou pelo lançamento independente porque as editoras exploram e o escritor não ganha, praticamente, nada. Austregésilo Carrano, autor de “Canto dos malditos” (que deu origem ao filme premiadíssimo e excelente “Bicho de sete cabeças”) também já tinha comentado isso comigo.

* Tablóide

Próximo ao dia das crianças o programa O Diário na Escola publicou um tablóide especial de 16 páginas. Foi um “trampo” fazer, fiz muita coisa, mas foi bem bacana e a repercussão foi positiva.

* Projeto Um Outro Olhar

Para mim, não é nada fácil entrevistar Paulo Campagnolo, o idealizador e realizador desse projeto que exibe filmes gratuitamente, todo sábado, no Hélio Moreira. O cara é cinéfilo, tem muita bagagem e “fala difícil”. Estava com um pouquinho de medo, mas deu tudo certo. A matéria foi sobre a sessão de aniversário de seis anos de mais um projeto resistente na cidade. E pensar que eu estava na primeira sessão...

* Suzana Vieira

A atriz global veio para Maringá apresentar o espetáculo “Namoradinha do Brasil”, dividindo o palco com a ex-paquita Bárbara Borges. Falei com ela por telefone e pareceu simpática, mas não gosto de pessoas que chamam de “queridas” a quem não conhecem. Não admiro o trabalho dela como atriz, embora ela tenha dito que “é uma atriz completa”. Difícil é falar de algo que a gente não vê.

* Orishás
Matéria que foi citada em um blog da cidade. Apresentação do grupo pernambucano Orichá, pelo projeto Sonora Brasil do Sesc. Fiz um texto que eu, particularmente, gostei muito. Gerou repercussão devido às palavras que escrevi com ch e sh (diferente de como estamos acostumados a ver, com x). Quem reclamou talvez não tenha lido a matéria até o fim, pois estava tudo explicadinho. Um dos membros do grupo é da Universidade Federal de Pernambuco e ele afirma que não existe a letra x no alfabeto yorubá. Tanto que o próprio nome do grupo se escreve “Orichá”. O que vale é que quando encontrei Antonio Vieira, diretor do Sesc, ele me agradeceu muito pelo espaço e disse que o grupo adorou a reportagem e queria me conhecer. Isso foi muito gratificante para mim. Muito mesmo.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Cartas para o Papai Noel

Uma matéria de hoje do O Diário, escrita por Montezuma Cruz, chamou minha atenção. É a que fala sobre as cartas para o Papai Noel, que ficam expostas nas agências dos Correios, esperando por padrinhos e madrinhas. Estive lá algumas vezes e li dezenas de cartas. Muitas mesmo. Vi coisas surpreendentes.

Acho que as cartas transmitem uma emoção maior do que a reportagem mostra. Li, por exemplo, o pedido de uma criança que só desejava a cura do avô com câncer no pescoço. Li cartas que só pediam um lugar pra morar ou empregos (e traziam, em anexo, o currículo). Um menino também anexou o boletim com notas excelentes e a carta dele foi selecionada. Uma menina pedia um curso de modelo e, junto, colocou sua foto. Outro pedia que pagassem uma escolinha de futebol. Pedidos por materiais escolares também são muitos, assim como cestas básicas, cestas de natal e roupas para passar a noite mágica. Um senhor pediu uma dentadura “para voltar a sorrir bonito”. Um pai pediu um frango, refrigerantes e alguns quilos de carne para a ceia. Tem como não se emocionar?

Também tem muita criança pedindo DVD, MP3, polistation, playstation e muitas, muitas bicicletas, rollers e patinetes. O que faz a cabeça da garotada de hoje já não são as mesmas coisas de antigamente...

Mães pedindo televisão, jogo de sofá, cama, colchão, máquina de lavar, computador, rádio... Um homem com quem conversei nessa maratona de leitura de cartas disse que, no ano passado, um rapaz chegou a pedir um carro de presente. Tem bom humor...

Me emocionei com os relatos que li, pois as pessoas narram toda a sua vida e suas dificuldades. Crianças que foram abandonadas ou que têm pais desempregados ou cujos salários não podem proporcionar aos filhos um natal dos sonhos. Elas pedem com sinceridade, mas compreensão. Algumas sabem que não terão seus pedidos atendidos. Outras escrevem várias cartas, para ter mais chances.

Foi a primeira vez que quis ser o papai noel de alguém que não conheço. Foi uma experiência boa, mas difícil. Precisei sentar algumas vezes e ler montanhas de cartas com desenhos, rabiscos e frases como “papai noel, eu sempre acreditei em você” ou “eu tentei, mas não consegui ser muito bonzinho esse ano. Mesmo assim, peço um presente”. Uma das que mais me comoveu: “papai noel, eu te peço de joelhos, é meu sonho ter a coleção do Hot Whells”.

Enfim.. fiquei feliz em saber que tantas cartas foram selecionadas. Graças a Deus e aos "papais noéis" de plantão (vixi, como é o plural disso?!) . Viva o natal!!!

domingo, dezembro 17, 2006

Novo nome para o blog.

Estou bem longe deste blog... tenho ficado no apartamento de uma amiga que foi viajar e me deixou com a responsabilidade de tomar conta de sua gatinha adorável. Por isso ando meio sumida daqui, além da falta de assunto.

Para 2007, pretendo mudar o nome deste blog. Não quero ser vista como foca para o resto da vida. Aceito sugestões, por que nada me ocorre. Gosto muito de Vida de Foca... rs! (aliás, por quanto tempo devemos nos considerar "focas"?).

Essa semana tem o amigo secreto do O Diário. Acho que vai ser meu último encontro com essa galera em 2006. Nesse mesmo dia, pela manhã, a Viapar renovará seu contrato com o programa O Diário na Escola e eu estarei lá acompanhando.

As páginas do programa, por sinal, entram de férias e só retornam no começo de fevereiro, junto com as aulas escolares. A última foi um tema pesado, o AI-5 (saiu exatamente no dia 13 de dezembro, aniversário do mais terrível Ato, entre todos os que saíram na ditadura militar). Depois me arrependi de ter encerrado o ano com um tema tão duro. Parece transmitir um certo pessimismo da minha parte... e esse ano pessimismo não vale, por que aconteceu muita coisa boa na minha vida.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

"Descoisas, pré-coisas e, no máximo, coisas"

A Cia. do Assob/vio, formada por atores profissionais de Curitiba, aprovou projeto na Caravana Funarte Petrobrás de Circulação Nacional/Teatro. O espetáculo “Descoisas, pré-coisas e, no máximo, coisas”, livremente inspirado na obra do poeta cuiabano Manoel de Barros, vai receber 50 mil reais, destinada à circulação da peça em estados como Paraná e Mato Grosso do Sul.

Este ano foram apresentados 677 projetos de todo o país, entre os quais foram selecionados 42. Destes, apenas dois paranaenses: “Descoisas” e “Daqui a duzentos anos”, do Atelier de Criação Teatral (do ator Luís Melo).

Em cena, os intérpretes-criadores Luiz Bertazzo e Talita Dallman. A direção é de Cândida Monte e a produção de Wellington Güitti. Além da apresentação, o projeto inclui como contra-partida uma oficina com exercícios de improvisação e composição e um Sarau de Poesia.

Ajudarei na produção e divulgação deste evento em Maringá, Londrina e (talvez) Paranavaí. O produtor/empreendedor da peça, Wellington Guitti, é um grande ator, um grande cara e eu estava lá quando ele começou sua trajetória teatral. Ele é daqui.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Reportagens...

Tempestade
Enquanto a desgraça acontecia lá fora – uma chuva terrível, que deixou como resultado muitas árvores caídas, casas destelhadas, entre outras coisas - a adrenalina era total na redação. Por acaso eu estava lá e participei da correria para se fazer uma boa edição no dia seguinte. Foi emocionante!
Pela primeira vez eu vivia aquela cena que, para mim, era o resumo da profissão. Sempre imaginei aquela loucura, aquela correria. O pior é que eu só olhava, não fazia nada e mesmo assim foi interessante. Claro que a chuva causou muita coisa triste, mas o jornalista precisa lidar com essas coisas diariamente, né? É a vida.

Orocongo
No mesmo dia da chuva, quando ela resolveu dar uma brecha, eu fui ao Sesc conferir a apresentação de Gentil do Orocongo, em uma etapa do projeto Sonora Brasil. Tinha mais ou menos 20 pessoas. Foi um show muito bacana. O cara é uma figura e o seu grupo também. Comprei um cd e encerramos a noite bebendo em um bar próximo à UEM e, acreditem, até na Estância Gaúcha, lugar que não costumo freqüentar. O Seu Gentil queria dançar.
Escrevi um texto falando sobre a apresentação e o cd que estava à venda por 15 reais, registro interessante da cultura brasileira e do som de um instrumento primitivo, conhecido e tocado por poucos no país.

Página
O mais chato é que a página que saiu nessa semana da chuva foi justamente sobre árvores (em comemoração ao dia da árvore). Eu dizia: comemore, plante uma árvore.. e as árvores caindo.. mas isso não passou despercebido pelos professores. No último relato de experiência uma delas mostrou um cartaz com a página e as (ótimas) fotos que saíram naquela edição. Irônico.

“Boate Azul”
Um dos textos mais difíceis que já fiz foi sobre o compositor dessa música, Benedito Seviero, que visitou a Rádio Cultura AM. Eu mal conhecia a música, não sou adepta do estilo. Foi difícil encontrar informações, mas superei o desafio. A internet é mutia boa pra uma porção de coisas, mas quando se fala em créditos aos compositores e direitos autorais é uma confusão só.
Essa foi a primeira vez que visitei a rádio e conheci algumas das pessoas que trabalham lá. Até pedi uns toques pro Rogério Ricco, que foi super bacana comigo.

Elvis Cover
Outro ilustre visitante que acompanhei foi Edson Galhardi. O cara é um dos melhores covers de Elvis do país, com certeza. Admiro o seu trabalho. A matéria saiu fácil, por que eu tive acesso a muitas informações.
Galhardi prepara um grande show em homenagem aos 30 anos sem Elvis. E já tem até data marcada para estrear: 16 de agosto de 2007. Ele já encomendou duas réplicas de roupas, feitas pelos mesmos designers do ídolo. O show promete ser cheio de novidades e, com certeza, vem pra Maringá. Galhardi ainda disse que está com a agenda lotada até o final do ano de 2007. É mole?

Voto certo
Projeto “Voto Consciente – a epopéia da cidadania”, em parceria com a Sociedade Eticamente Responsável. A Cia. de Atuadores de Rua, dirigida por Reinaldo Soriani, realizou um trabalho de conscientização para o voto, através de curtos espetáculos apresentados em faculdades. Os clowns prometem continuar, incentivando o acompanhamento do trabalho dos recentemente eleitos.

Soriani
Uma coisa legal que ele falou na entrevista (e consta da matéria): o objetivo do trabalho seria também movimentar a pacata vida cultural maringaense. “Poucas companhias foram criadas ou incentivadas a nascer nessa cidade. Um movimento como este pode criar um momento de efervescência. A gente incentiva a propagação desse tipo de ação nos bairros. Se alguém não começar alguma coisa, ninguém faz nada”. Pode crer.